Agressividade em crianças


Fonte: Educar para Crescer

Muitas vezes a criança pode utilizar atitudes agressivas como morder, chutar, bater, para mostrar seus sentimentos, suas frustrações ou seus desejos. É geralmente um pedido de socorro, um grito. Aos pais cabe mostrar, ao longo do processo educacional dos filhos, que há maneiras melhores de se expressar e de resolver os conflitos e os problemas. Isso se faz, em primeiro lugar, dando o exemplo: as crianças, especialmente as menores, aprendem muito pela imitação das atitudes dos adultos. 

E como agir quando a criança é agressiva?

Os pais não devem atender aos desejos dos filhos quando eles tomam atitudes agressivas, porque isso só vai reforçar a ideia de que é pela força, pela agressão e pelo grito que conseguimos o que queremos. Os pais devem também refletir sobre como eles próprios agem quando querem alguma coisa, para avaliar se estão dando o modelo correto para seus filhos.

Quais são as outras causas da agressividade nas crianças?

A agressividade também pode estar vinculada a situações que geram estresse na criança tais como luto, separação dos pais e a gravidez da mãe (que traz o medo de perder o afeto dos pais com a chegada do irmão mais novo). "Para lidar com a situação de forma tranquila é necessário tomar consciência do problema e acolher a criança em seus sentimentos de receio, medo, angústia. Para isto é preciso olhar para ela com cuidado e atenção, buscando ver além do gesto que a criança está utilizando para se fazer entender. Boas horas de intimidade e aconchego verdadeiro são os melhores remédios.

Jogos de habilidades



Ao jogar futebol de dedo, futebol de botão ou pebolim, por exemplo, meninos e meninas estimulam não só a coordenação motora, mas habilidades cognitivas, como a concentração, a atenção, a memória e o planejamento estratégico.

Toda criança precisa ir ao fonoaudiólogo?


Nem todo criança precisa ir ao fonoaudiólogo. A consulta deve ser marcada se o seu filho apresentar alguma alteração ou atraso na fala que não seja esperado para a faixa etária dele. E não existem dados nacionais, mas estima-se que 5% das crianças vão ter algum tipo de dificuldade. O alerta de que haja um problema, em geral, vem do pediatra ou da escola. “Mas sempre que os pais suspeitarem de alterações devem procurar orientação do médico que acompanha a criança. E, em todas as consultas, o progresso da linguagem é avaliado”, afirma Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra clínico e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Uma pesquisa norte-americana, feita com 88 crianças durante 20 anos, comparou esse processo de aquisição da linguagem a um passeio de montanha-russa: até chegar a fluência, elas vão adotando e abandonando padrões de fala, como trocar fonemas (o nome que se dá ao som das letras) e omitir sons. O que isso significa? Que seu filho pode apresentar alguns problemas enquanto está aprendendo a se comunicar, mas que a maioria vai desaparecer naturalmente até os 5 anos.
Quais são os problemas de fala mais comuns e quando aparecem?
O primeiro que pode surgir é o atraso no início da fala, que é percebido quando a criança articula pouco ou quase nada aos 2 anos, idade em que deveria conseguir se comunicar com frases simples, como “me dá.” Se isso não acontece, é preciso marcar uma consulta com o fonoaudiólogo. Aos 3, acontecem as trocas de fonemas, mas isso não é necessariamente um problema. Vai depender da substituição que ele faz e da etapa em que isso acontece. Por exemplo, nessa idade é comum a criança “comer” o R (em vez de falar preto, dizer “peto”), e nem por isso é preciso procurar um especialista. De 2 a 4 anos, seu filho pode começar a repetir as palavras ou as sílabas, caso conhecido, na linguagem médica, de disfluência fisiológica. Diferentemente da gagueira (um distúrbio neurobiológico, que tem início por volta dos 5 anos e que exige tratamento especializado), essa disfluência dura cerca de seis a dez semanas e acontece porque os pensamentos da criança são mais rápidos do que a capacidade de falar, causando a repetição. E você pode ajudar. Ouça seu filho com calma e paciência, sem chamar a atenção para esse comportamento ou pedir para ele falar mais devagar – isso só vai fazê-lo se sentir inadequado. Lembre-se de que até os 5, a criança deve falar todos os sons corretamente – essa regra não vale para prematuros que, em geral, têm mais chances de sofrer atrasos no desenvolvimento. Se perceber algo diferente, procure um especialista.
Que outros fatores podem prejudicar o desenvolvimento da fala?
Problemas auditivos, neurológicos ou respiratórios, e até fatores ambientais, como falta de estímulo. Desses, os de audição são os mais comuns. “A criança que ouve pouco, balbucia pouco. Ou seja, vai ter dificuldade para aprender a falar”, diz Ignês Maia Ribeiro, diretora educacional do Instituto Brasileiro de Fluência (SP). Por isso é importante que o recém-nascido faça o teste de triagem auditiva (teste da orelhinha), gratuito e obrigatório desde 2010. Ele é realizado ainda na maternidade e avalia se o bebê tem alguma dificuldade para ouvir. Já as crianças com deficiência neurológica (inclusive as portadoras de síndromes, como a de Down) precisam de atenção especial: a maioria vai ter atraso no desenvolvimento da linguagem. Outro fator importante é a respiração. As que possuem problemas crônicos, como rinite alérgica, têm mais chances de apresentar alterações na fala pois respiram pela boca. “Isso afeta todo o processo de postura da língua e posicionamento dos dentes, o que colabora para as alterações aparecerem”, afirma Cássia Telles, fonoaudióloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).
Uma vez que a dificuldade foi constatada, devo ir logo ao especialista?
Sim. É importante que o fonoaudiólogo faça uma avaliação rapidamente. Mas diagnosticar o problema, em alguns casos, não significa que o tratamento vai ser iniciado naquele momento. “Quando a criança vai para a escola, é exposta ao ambiente social e percebe que sua fala está errada. Muitas vezes, essa é a hora mais adequada de interferir, pois ela fica consciente do problema e disposta a mudar o quanto antes”, diz Cássia. Ainda assim, vale dizer que somente um especialista saberá a hora certa de começar o tratamento.
E o desempenho escolar, como fica?
A principal preocupação é com a escrita. Seu filho só vai aprender a escrever direito se conseguir discriminar os sons corretamente – se tem dificuldade de articular o R e o L, vai transferir isso para o papel, por exemplo. Uma fala com problemas também prejudica a comunicação com outras crianças e dificulta a interação social.
Falar errado pode ser uma maneira de chamar a atenção?
Sim. Isso pode ser reflexo de uma situação que a criança está com dificuldade para lidar, como a chegada de um irmão. Se o fonoaudiólogo identificar que a questão é comportamental, pode, por exemplo, dar orientações do que fazer no dia a dia, como não reforçar ou corrigir o erro. Ele também pode indicar uma consulta com um psicólogo.
Como é o tratamento para os problemas de fala?
Primeiro você vai precisar encontrar um fonoaudiólogo (e, pasme, existe um tipo de especialista para cada dificuldade da fala). A terapia, em geral, acontece duas vezes por semana. Nas primeiras sessões, os pais entram junto com a criança para ela ter mais segurança. De qualquer maneira, é importante a sua participação, porque os exercícios feitos com o especialista e as orientações devem ser repetidas em casa. Dependendo do caso, é possível que a criança só vá ao especialista para que ele acompanhe o progresso, e todo o restante do tratamento seja realizado com a sua ajuda.
Qual a melhor maneira de estimular meu filho?
Uma pesquisa da Universidade de Notre Dame (EUA) mostrou que, durante o primeiro ano de vida, os bebês já identificam padrões de sons nas palavras para começar a entender o significado delas. Isso significa que eles treinam a fala muito antes de balbuciar as primeiras sílabas. Por isso, converse sempre com o seu filho (nomeie as partes do corpo na hora do banho, por exemplo) e crie oportunidades para ele falar. Se a criança apontar para algo, diga o nome do objeto antes de atender ao pedido dela. Quando disser algo errado, responda com a maneira correta, sem corrigi-la para não gerar mais insegurança. E nada de falar em “nenenês”. O tatibitate pode atrasar o aprendizado.
Chupeta e mamadeira podem interferir no desenvolvimento da fala?
Sim, principalmente se forem usadas depois dos 2 anos, quando os dentes de leite já apareceram. São eles que vão posicionar a língua de uma maneira adequada dentro da boca, e esses produtos alteram toda a estrutura dela. Além do risco de entortar os dentes, a chupeta e a mamadeira podem alterar as musculaturas da língua, dos lábios e das bochechas, que ficam flácidas, e o padrão respiratório, o que, consequentemente, atrapalha a fala.
Freio de língua preso é caso de cirurgia?
Nem sempre. Um bom termômetro é a amamentação. Se o frênulo (ou seja, o freio) for curto demais e atrapalhar a sucção do leite, é provável que ele dificulte a elevação da língua e prejudique a articulação de alguns fonemas mais tarde. A cirurgia é simples e pode ser feita desde os primeiros meses de vida da criança. O médico faz uma incisão, com anestesia local. Bebês fazem o procedimento no próprio consultório do pediatra e, em alguns casos, nem precisam levar pontos. A recuperação é rápida.

Alfabetização: Dica de leitura

Coleção Estrelinha

As histórias acompanham todos os níveis de alfabetização. Estão divididas em três níveis de leitura: Estrelinha I, II e III. 

Estrelinha I:

Uma história para quem está se iniciando na aprendizagem da leitura. Palavras de sílabas simples em frases curtas e repetidas.


Fazem parte desta Coleção os seguintes livros
* O Pato e o Sapo
* O Peru de Peruca
* Regina e o Mágico
* A Foca Mamosa
* O Galo Maluco
* O Macaco e a Mola 

Estrelinha II:

Uma  História para quem já lê tanto as sílabas simples quanto as complexas. As frases são curtas; há predomínio de períodos simples, com ocorrência eventual de coordenação.


Fazem parte desta Coleção os seguintes livros:
*O Sonho da Vaca
* A Onça e a Anta
* O Menino e o Muro
* A Arara Cantora
* O Caracol Viajante
* O Macaco Medroso 
Estrelinha III:

Uma História para treino de leitura da criança recém-alfabetizada. Há predomínio de frases em ordem direta e de períodos simples, ocorrendo também a coordenação e a subordinação.

Fazem parte desta Coleção os seguintes livros:
* O Mistério da Lua
* O Barulho Fantasma
* A Festa Encrencada
* O Peixe Pixote
* O Susto do Periquito
* Um Palhaço Diferente 


Sobre a autora

A mineira Sonia Junqueira vive em Belo Horizonte, onde atua como editora de literatura infantil e juvenil. É formada em Letras e já foi professora de Português e de Teoria da Literatura.  A estreia de Sonia como autora foi em 1984, com o lançamento da coleção Estrelinha, dedicada a leitores em fase de letramento. 

O reconhecimento foi imediato: no mesmo ano, ela recebeu o Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro na categoria Revelação de Autor Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (CBL).  Hoje, já são cerca de 80 títulos de sua autoria destinados às crianças, como os das coleções Caldeirão da Bruxa, Baú de Histórias, Histórias do coração,além dos títulos Um dia, um pássaro, O dia em que um super-heroi visitou a minha casa, Amora, A fiandeira de ouro, entre outros. Sonia trabalha com livros, seja editando, seja escrevendo. 

Para a autora, é fundamental compartilhar esse grande prazer que é ler e escrever, que considera “um presente dos deuses”. E ela completa:  “Muitas vezes, quando estou lendo ou escrevendo, me percebo de repente com uma sensação intensa de felicidade, de prazer porque posso fazer isso. Nesses momentos, costumo parar e saborear essa sensação, me entregar a essa felicidade”.

Fontes: Editora Ática 
             Livraria Book Toy

Pular elástico é divertido e faz bem!

Assim como a amarelinha, pular elástico era uma das brincadeiras mais populares entre as meninas nos anos 80. Era muito comum vê-las pulando elástico na rua, em quintais, nas escolas e até dentro de casa. Os meninos bem que tentavam entrar na brincadeira, mas como na amarelinha, as meninas reinavam absolutas e davam sempre um couro nos garotos. Até hoje é assim, vê-se mais meninas do que meninos pulando corda ou elástico.
Além de ser divertido, pular elástico é super barato, pois para brincar somente é necessário um elástico de roupa. Algumas lojas de material esportivo ou escolar até vendem o elástico pronto para brincadeira, mas se quiser imporvisar o seu próprio elástico, basta separar 2 metros de elástico de roupa e dar um nó. Pronto, agora é começar a brincar.
Regra básica para pular elástico: duas crianças ficam em pé, frente a frente, e colocam o elástico em volta dos tornozelos, formando um retângulo. Uma terceira criança começa a pular, fazendo uma sequência de saltos, ora pulando para dentro, sobre e para fora do elástico. Se errar a sequência dos movimento ou tropeçar, passa a vez. Mas, se acertar, o grau de dificuldade aumenta.
A recomendação atualmente é que crianças acima de 6 anos comecem a pular elástico. A atividade favorece a coordenação motora, concentração e raciocínio da criança, desenvolve a capacidade cardiovascular além de promover a socialização e cooperação. Isso sem contar no trabalho muscular! Dá para brincar em qualquer lugar com um certo espaço, até dentro de casa, mas é mais legal brincar em parques, no quintal ou praças.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails