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Agressividade em crianças


Fonte: Educar para Crescer

Muitas vezes a criança pode utilizar atitudes agressivas como morder, chutar, bater, para mostrar seus sentimentos, suas frustrações ou seus desejos. É geralmente um pedido de socorro, um grito. Aos pais cabe mostrar, ao longo do processo educacional dos filhos, que há maneiras melhores de se expressar e de resolver os conflitos e os problemas. Isso se faz, em primeiro lugar, dando o exemplo: as crianças, especialmente as menores, aprendem muito pela imitação das atitudes dos adultos. 

E como agir quando a criança é agressiva?

Os pais não devem atender aos desejos dos filhos quando eles tomam atitudes agressivas, porque isso só vai reforçar a ideia de que é pela força, pela agressão e pelo grito que conseguimos o que queremos. Os pais devem também refletir sobre como eles próprios agem quando querem alguma coisa, para avaliar se estão dando o modelo correto para seus filhos.

Quais são as outras causas da agressividade nas crianças?

A agressividade também pode estar vinculada a situações que geram estresse na criança tais como luto, separação dos pais e a gravidez da mãe (que traz o medo de perder o afeto dos pais com a chegada do irmão mais novo). "Para lidar com a situação de forma tranquila é necessário tomar consciência do problema e acolher a criança em seus sentimentos de receio, medo, angústia. Para isto é preciso olhar para ela com cuidado e atenção, buscando ver além do gesto que a criança está utilizando para se fazer entender. Boas horas de intimidade e aconchego verdadeiro são os melhores remédios.

Toda criança precisa ir ao fonoaudiólogo?


Nem todo criança precisa ir ao fonoaudiólogo. A consulta deve ser marcada se o seu filho apresentar alguma alteração ou atraso na fala que não seja esperado para a faixa etária dele. E não existem dados nacionais, mas estima-se que 5% das crianças vão ter algum tipo de dificuldade. O alerta de que haja um problema, em geral, vem do pediatra ou da escola. “Mas sempre que os pais suspeitarem de alterações devem procurar orientação do médico que acompanha a criança. E, em todas as consultas, o progresso da linguagem é avaliado”, afirma Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra clínico e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Uma pesquisa norte-americana, feita com 88 crianças durante 20 anos, comparou esse processo de aquisição da linguagem a um passeio de montanha-russa: até chegar a fluência, elas vão adotando e abandonando padrões de fala, como trocar fonemas (o nome que se dá ao som das letras) e omitir sons. O que isso significa? Que seu filho pode apresentar alguns problemas enquanto está aprendendo a se comunicar, mas que a maioria vai desaparecer naturalmente até os 5 anos.
Quais são os problemas de fala mais comuns e quando aparecem?
O primeiro que pode surgir é o atraso no início da fala, que é percebido quando a criança articula pouco ou quase nada aos 2 anos, idade em que deveria conseguir se comunicar com frases simples, como “me dá.” Se isso não acontece, é preciso marcar uma consulta com o fonoaudiólogo. Aos 3, acontecem as trocas de fonemas, mas isso não é necessariamente um problema. Vai depender da substituição que ele faz e da etapa em que isso acontece. Por exemplo, nessa idade é comum a criança “comer” o R (em vez de falar preto, dizer “peto”), e nem por isso é preciso procurar um especialista. De 2 a 4 anos, seu filho pode começar a repetir as palavras ou as sílabas, caso conhecido, na linguagem médica, de disfluência fisiológica. Diferentemente da gagueira (um distúrbio neurobiológico, que tem início por volta dos 5 anos e que exige tratamento especializado), essa disfluência dura cerca de seis a dez semanas e acontece porque os pensamentos da criança são mais rápidos do que a capacidade de falar, causando a repetição. E você pode ajudar. Ouça seu filho com calma e paciência, sem chamar a atenção para esse comportamento ou pedir para ele falar mais devagar – isso só vai fazê-lo se sentir inadequado. Lembre-se de que até os 5, a criança deve falar todos os sons corretamente – essa regra não vale para prematuros que, em geral, têm mais chances de sofrer atrasos no desenvolvimento. Se perceber algo diferente, procure um especialista.
Que outros fatores podem prejudicar o desenvolvimento da fala?
Problemas auditivos, neurológicos ou respiratórios, e até fatores ambientais, como falta de estímulo. Desses, os de audição são os mais comuns. “A criança que ouve pouco, balbucia pouco. Ou seja, vai ter dificuldade para aprender a falar”, diz Ignês Maia Ribeiro, diretora educacional do Instituto Brasileiro de Fluência (SP). Por isso é importante que o recém-nascido faça o teste de triagem auditiva (teste da orelhinha), gratuito e obrigatório desde 2010. Ele é realizado ainda na maternidade e avalia se o bebê tem alguma dificuldade para ouvir. Já as crianças com deficiência neurológica (inclusive as portadoras de síndromes, como a de Down) precisam de atenção especial: a maioria vai ter atraso no desenvolvimento da linguagem. Outro fator importante é a respiração. As que possuem problemas crônicos, como rinite alérgica, têm mais chances de apresentar alterações na fala pois respiram pela boca. “Isso afeta todo o processo de postura da língua e posicionamento dos dentes, o que colabora para as alterações aparecerem”, afirma Cássia Telles, fonoaudióloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).
Uma vez que a dificuldade foi constatada, devo ir logo ao especialista?
Sim. É importante que o fonoaudiólogo faça uma avaliação rapidamente. Mas diagnosticar o problema, em alguns casos, não significa que o tratamento vai ser iniciado naquele momento. “Quando a criança vai para a escola, é exposta ao ambiente social e percebe que sua fala está errada. Muitas vezes, essa é a hora mais adequada de interferir, pois ela fica consciente do problema e disposta a mudar o quanto antes”, diz Cássia. Ainda assim, vale dizer que somente um especialista saberá a hora certa de começar o tratamento.
E o desempenho escolar, como fica?
A principal preocupação é com a escrita. Seu filho só vai aprender a escrever direito se conseguir discriminar os sons corretamente – se tem dificuldade de articular o R e o L, vai transferir isso para o papel, por exemplo. Uma fala com problemas também prejudica a comunicação com outras crianças e dificulta a interação social.
Falar errado pode ser uma maneira de chamar a atenção?
Sim. Isso pode ser reflexo de uma situação que a criança está com dificuldade para lidar, como a chegada de um irmão. Se o fonoaudiólogo identificar que a questão é comportamental, pode, por exemplo, dar orientações do que fazer no dia a dia, como não reforçar ou corrigir o erro. Ele também pode indicar uma consulta com um psicólogo.
Como é o tratamento para os problemas de fala?
Primeiro você vai precisar encontrar um fonoaudiólogo (e, pasme, existe um tipo de especialista para cada dificuldade da fala). A terapia, em geral, acontece duas vezes por semana. Nas primeiras sessões, os pais entram junto com a criança para ela ter mais segurança. De qualquer maneira, é importante a sua participação, porque os exercícios feitos com o especialista e as orientações devem ser repetidas em casa. Dependendo do caso, é possível que a criança só vá ao especialista para que ele acompanhe o progresso, e todo o restante do tratamento seja realizado com a sua ajuda.
Qual a melhor maneira de estimular meu filho?
Uma pesquisa da Universidade de Notre Dame (EUA) mostrou que, durante o primeiro ano de vida, os bebês já identificam padrões de sons nas palavras para começar a entender o significado delas. Isso significa que eles treinam a fala muito antes de balbuciar as primeiras sílabas. Por isso, converse sempre com o seu filho (nomeie as partes do corpo na hora do banho, por exemplo) e crie oportunidades para ele falar. Se a criança apontar para algo, diga o nome do objeto antes de atender ao pedido dela. Quando disser algo errado, responda com a maneira correta, sem corrigi-la para não gerar mais insegurança. E nada de falar em “nenenês”. O tatibitate pode atrasar o aprendizado.
Chupeta e mamadeira podem interferir no desenvolvimento da fala?
Sim, principalmente se forem usadas depois dos 2 anos, quando os dentes de leite já apareceram. São eles que vão posicionar a língua de uma maneira adequada dentro da boca, e esses produtos alteram toda a estrutura dela. Além do risco de entortar os dentes, a chupeta e a mamadeira podem alterar as musculaturas da língua, dos lábios e das bochechas, que ficam flácidas, e o padrão respiratório, o que, consequentemente, atrapalha a fala.
Freio de língua preso é caso de cirurgia?
Nem sempre. Um bom termômetro é a amamentação. Se o frênulo (ou seja, o freio) for curto demais e atrapalhar a sucção do leite, é provável que ele dificulte a elevação da língua e prejudique a articulação de alguns fonemas mais tarde. A cirurgia é simples e pode ser feita desde os primeiros meses de vida da criança. O médico faz uma incisão, com anestesia local. Bebês fazem o procedimento no próprio consultório do pediatra e, em alguns casos, nem precisam levar pontos. A recuperação é rápida.

Alfabetização: Dica de leitura

Coleção Estrelinha

As histórias acompanham todos os níveis de alfabetização. Estão divididas em três níveis de leitura: Estrelinha I, II e III. 

Estrelinha I:

Uma história para quem está se iniciando na aprendizagem da leitura. Palavras de sílabas simples em frases curtas e repetidas.


Fazem parte desta Coleção os seguintes livros
* O Pato e o Sapo
* O Peru de Peruca
* Regina e o Mágico
* A Foca Mamosa
* O Galo Maluco
* O Macaco e a Mola 

Estrelinha II:

Uma  História para quem já lê tanto as sílabas simples quanto as complexas. As frases são curtas; há predomínio de períodos simples, com ocorrência eventual de coordenação.


Fazem parte desta Coleção os seguintes livros:
*O Sonho da Vaca
* A Onça e a Anta
* O Menino e o Muro
* A Arara Cantora
* O Caracol Viajante
* O Macaco Medroso 
Estrelinha III:

Uma História para treino de leitura da criança recém-alfabetizada. Há predomínio de frases em ordem direta e de períodos simples, ocorrendo também a coordenação e a subordinação.

Fazem parte desta Coleção os seguintes livros:
* O Mistério da Lua
* O Barulho Fantasma
* A Festa Encrencada
* O Peixe Pixote
* O Susto do Periquito
* Um Palhaço Diferente 


Sobre a autora

A mineira Sonia Junqueira vive em Belo Horizonte, onde atua como editora de literatura infantil e juvenil. É formada em Letras e já foi professora de Português e de Teoria da Literatura.  A estreia de Sonia como autora foi em 1984, com o lançamento da coleção Estrelinha, dedicada a leitores em fase de letramento. 

O reconhecimento foi imediato: no mesmo ano, ela recebeu o Prêmio Jannart Moutinho Ribeiro na categoria Revelação de Autor Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (CBL).  Hoje, já são cerca de 80 títulos de sua autoria destinados às crianças, como os das coleções Caldeirão da Bruxa, Baú de Histórias, Histórias do coração,além dos títulos Um dia, um pássaro, O dia em que um super-heroi visitou a minha casa, Amora, A fiandeira de ouro, entre outros. Sonia trabalha com livros, seja editando, seja escrevendo. 

Para a autora, é fundamental compartilhar esse grande prazer que é ler e escrever, que considera “um presente dos deuses”. E ela completa:  “Muitas vezes, quando estou lendo ou escrevendo, me percebo de repente com uma sensação intensa de felicidade, de prazer porque posso fazer isso. Nesses momentos, costumo parar e saborear essa sensação, me entregar a essa felicidade”.

Fontes: Editora Ática 
             Livraria Book Toy

Abril: Mês da Conscientização do Autismo



Com a correria do dia a dia não consegui escrever um post dedicado ao 2 DE ABRIL que foi o dia escolhido para conscientizar mundialmente as pessoas sobre o AUTISMO. Então resolvi contar pra vocês um pouquinho da minha experiência.

Há quatro anos recebi em meu consultório uma criança, que chamarei aqui de Y., de apenas 2 anos. Sua mãe tinha a queixa de que o filho estava com atraso na fala e que ele ainda não formava frases. Disse que o filho não dormia direito, que acordava muito no meio da noite dando risadas ou muito agitado.

No primeiro contato com a criança já pude perceber de que não se tratava de um atraso simples de linguagem. Ele não olhava para mim, não seguia os meus comandos. A repetição de palavras era perfeita, ainda que com algumas trocas de fonemas. Mas era uma ecolalia. Não dizia uma palavra dentro do contexto em que estávamos. Aprendia rápido as imitações. Músicas, bastava cantar uma vez. Seu interesse em brincar era muito restrito, podia dar para ele um carrinho que ele ficava a terapia inteira empurrando-o para frente e para trás ou girando e observando o movimento das rodinhas. Às vezes, durante alguma brincadeira, levantava da cadeira e dava uma volta na sala, como que se quisesse "respirar". Pedia a ele para voltar e nada.

Era necessário pesquisar mais, pedir outras avaliações. E foi isso que eu fiz. Encaminhei para o neuropediatra que deu a hipótese diagnóstica de autismo atípico. Era o que eu suspeitava.

Aí veio a tarefa que, para mim, foi a mais difícil: conversar com a mãe. Ela não sabia do que se tratava e o médico apenas lhe falou: seu filho tem AUTISMO!!!. Coube a mim explicar o que era. Essa mãe chorou muito na minha frente. Negou, duvidou, ficou com raiva e disse que estávamos errados. Que o filho dela era NORMAL!

Tentei compreender essa explosão de sentimentos, pois tenho um filho e posso imaginar o sofrimento de uma mãe no momento em que recebe esse diagnóstico do filho. 

O tempo foi passando e Y. respondia muito bem aos estímulos. Estava desenvolvendo bem a fala, a interação com as pessoas e o brincar. Mas a mãe reclamava que ele não se comportava direito na escola. Que entrava na escola chorando muito. A professora dizia que ele passava a aula inteira debaixo da mesa e de costas para as pessoas. 

Expliquei à  mãe que ele estava passando por uma experiência nova e que ele teria dificuldades em enfrentar situações que fugisse da rotina dele. Orientei a professora em como fazer para tentar melhorar o comportamento dele dentro de sala de aula. Aos poucos foi entendendo e seguindo mais às regras sociais.
Pedia para ir ao banheiro e ficava mais tempo sentado para fazer as tarefas escolares. A cada tarefa cumprida, era recompensado com o seu brinquedo preferido.

Um dia no corredor, a mãe me parou para falar que a situação em casa estava fora de controle. Ela não sabia mais o que fazer para Y.parar de tampar os ouvidos e de gritar quando escutava os cachorros da rua latirem. O desespero foi tanto, que chegou ao ponto dela colocar os cachorros no seu próprio carro e levá-los para um lugar mais longe de casa. Achou que assim fosse resolver o problema. Mas, e as festas de aniversário? E o liquidificador? O trânsito? Os cachorros dos vizinhos? Como ela iria fazer para tornar a "realidade"silenciosa? Conversei mais uma vez com ela e expliquei que Y. tinha seus sentidos desorganizados e muitas vezes aumentados. Ele tinha uma hipersensibilidade auditiva e era difícil para ele conviver com os sons muito altos. Fizemos bastante estimulação auditiva e ele está aprendendo a lidar melhor com esses barulhos.

Nesses anos não só Y. tem aprendido, mas eu também tenho aprendido muito com ele. Trocamos muitas experiências e ele me dá todas as pistas de até onde podemos ir. Hoje aos 6 anos já consegue identificar todas as letras do alfabeto e consegue ler algumas sílabas. Já consegue associar a letra à figura. A fala está mais contextualizada, forma frases e está começando a contar histórias. Consegue demonstrar seus desejos, e fica feliz em estar perto das pessoas. 

Não há como não se envolver e não se apaixonar por eles. É fascinante ver e participar de cada conquista, de cada descoberta, de cada superação.

Nessa semana ele fez uma surpresa para mim. No mês que é dele, fui eu a presenteada com uma bela rosa vermelha! A mãe disse que eles estavam passando em frente a uma floricultura, quando ele apontou para a rosa e disse o meu nome. Ela entendeu o recado ; )

Um grande beijo a todas essas crianças, que para mim, são mais que especiais!


Bebês e crianças difíceis

Fonte: http://blog.voga.is/category/davogais/falaram-de-nos/

Boquinhas: método fonovisuoarticulatório


O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta, sendo indicado para alfabetizar quaisquer crianças e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita. Parte das reflexões deste método foi proporcionada pelo contato com o “Programa de Mejoramiento de la Calidad y Equidad de la Educación” (MECE) – “Programa das 900 Escolas”, desenvolvido no Chile desde 1990, indicado pela UNESCO e estendido a outros países (Guttman, 1993). Sua fundamentação encontra-se também nos estudos de Dewey (1938), Vygotsky (1984, 1989), Ferreiro (1986), Watson (1994), entre outros, cujas idéias são resumidas numa percepção holística frente à alfabetização, tendo a visão da linguagem, como ponto focal da aprendizagem.

O ponto de partida do ser humano na aquisição de conhecimento reside na boca, que produz sons – fonemas, que são transformados em fala, meio de comunicação inerente ao ser humano. Para aquisição da leitura e escrita é necessário que os fonemas sejam decodificados/codificados em letras (grafemas), como é feito no processo fônico, trabalhando diretamente nas habilidades de análise fonológicas (Dominguez, 1994) e consciência fonológica e fonêmica (Capovilla e Capovilla, 2002; Santos e Navas, 2002), fator primordial e sine qua non no processo de alfabetização (Cardoso-Martins et al., 2005). Esse processo, bastante abstrato, deve ser favorecido por meio de intervenção pedagógica, mas por vezes torna-se incompreensível e dificultoso para alguns aprendentes.

Assim, é acrescentado os pontos de articulação de cada letra ao ser pronunciada isoladamente (articulemas, ou boquinhas), baseados nos princípios da Fonologia Articulatória – FAR, que preconiza a unidade fonético-fonológica, por excelência, o gesto articulatório (Browman e Goldstein, 1986; 1990; Albano, 2001), favorecendo a compreensão do processo de decodificação, por mecanismos concretos e sinestésicos, isto é, com bases sensoriais. Desta forma, a aquisição da leitura e escrita passaria a ser acessível a quaisquer tipos de aprendentes, de maneira simples e segura, pois bastaria uma única ferramenta de trabalho – a boca.

Mas não se trata somente de um método cinestésico, em que a chave da aprendizagem reside no movimento, como descrito por Fernald (1943), que usa o traçado das letras aliado aos sons, enfatizando a memória da sequência visual, nem somente um método fônico como os descritos por Hegge, Kirk e Kirk (1936) como fono-grafo-vocal ou o ITA (Initial Teaching Alphabet) (Pittman, 1963), ou o VAK (visual-auditivo-cinestésico), apresentado por Gilingham e Stillman (1973), em que há a associação do som ao nome das letras, usado em programas de educação especial, principalmente para surdos.

A proposta do Método das Boquinhas aproximou-se da posição teórica rotulada por distintos autores como "construtivismo" (Bednar et al., 1993), Coll et al. (1990; 1993), Ferreiro (1986), enquanto define a aprendizagem como um processo ativo no qual o significado se desenvolve sobre a base da experiência - que aqui se apresenta como a consciência fonoarticulatória, uma ferramenta segura e concreta para o aprendizado da leitura e escrita -, e o aluno construiria uma representação interna do conhecimento e estaria aberto à troca, uma vez que todos aprenderiam pela mesma ferramenta, ou seja, a boca.

A partir dos passos iniciais da aquisição da leitura e escrita – fator indispensável à continuidade escolar e regulador de sucesso e manutenção da autoestima, o Método das Boquinhas estimula a criança a usar, lidar e pensar a língua escrita a partir da boca. Esse mecanismo a auxiliará, futuramente, a desenvolver um automonitoramento e outras destrezas metacognitivas importantes para construir textos significativos, interpretá-los, identificar a informação mais importante, sintetizar e gerar perguntas (Cooper, 1993). Mas essas aquisições só serão possíveis, a partir da alfabetização, que confere ao indivíduo igualdade e condições de adaptação ao seu meio.

Os primórdios desse trabalho foram publicados em artigos científicos e apresentados em Congressos de Fonoaudiologia e Psicopedagogia (Jardini e Vergara, 1997; Jardini e Souza, 2002). Atualmente a obra Boquinhas conta com sete livros publicados, sendo os dois iniciais, Fundamentação Teórica (Jardini, 2003, em processo de atualização) e Caderno de Exercícios (Jardini, 2008), específico para sanar as trocas de letras e melhorar a qualidade da leitura; indicado para crianças e adultos já alfabetizados. Um livro de estudos clínicos, Passo a Passo (Jardini, 2004, 2009), propõe reflexão, análise e tratamento de casos que apresentam dificuldades e distúrbios de leitura e escrita.

Boquinhas na Educação Infantil

A proposta dos livros Boquinhas na Educação Infantil(Jardini e Gomes, 2007) é trabalhar com a aquisição da leitura e escrita, em estágios iniciais desse desenvolvimento, com crianças de 4 a 6 anos, propiciando um trabalho preventivo de aquisição da linguagem. É fundamental que o educador conheça de maneira simples e prática os sons da fala (fonemas) e suas respectivas Boquinhas (articulemas), bem como os processos de consciência fonológica, fonêmica, processamento auditivo e visual, coordenação visuomotora, orientação visuoespacial e desenvolvimento cognitivo, para que possa promover com segurança o início do aprendizado da leitura e escrita e, porventura, lidar de maneira pedagógica, com seus desequilíbrios. Essa abordagem tem contribuído de maneira significativa para que a saúde (incluindo fala, voz e linguagem geral) dos alunos e educadores se mantenha, sendo observada por melhorias na autoestima e qualidade de vida, evitando-se desta forma, o excesso de encaminhamentos às clínicas de aprendizagem, ou seja, a patologização do ensino (Collares e Moysés, 1992;1993).

Alfabetização com Boquinhas


A proposta dos livros Alfabetização com Boquinhas (aluno e professor) (Jardini e Gomes, 2008), oferece aos educadores condições de formalizar o processo de aquisição da leitura e escrita a partir de pressupostos da fala, tornando a alfabetização simples e possível em curto espaço de tempo. São abordados todos os aspectos da leitura, bem como produção e interpretação de textos. Nesses volumes, o educador encontrará atividades e exercícios para o trabalho pedagógico com qualquer tipo de crianças e adultos, visando à aquisição da leitura e escrita.

Recentemente foram lançados Jogos de Boquinhas (Jardini, 2008, 2009), contendo 13 jogos, como material de apoio aos livros, para utilização em salas de aula, consultórios e/ou domiciliar.


Fonte: www.metododasboquinhas.com.br

Resposta ao leitor

Boa noite,

Meu filho tem tirado notas ruins na escola, ele é inteligente mas tem muita, muita preguiça de estudar, adora uma televisão, das 7 matérias 5 ele ficou de prova complementar, isso tem me preocupado muito e não tenho sabido lidar com a situação por favor alguma sugestão?



Cara leitora,

O processo de aquisição de conhecimento ocorre da seguinte forma: as informações passadas pelo professor são processadas pelo cérebro e para serem armazenadas necessitam de uma revisão diária, vamos colocar de forma bem clara, imagine um pedra de mármore e a areia da praia, quando escrevemos uma frase na areia da praia logo vem uma onda e leva todas as informações embora e quando escrevemos no mármore a frase se perpetua. Esse exemplo nos revela que todas as informações recebidas precisam ser perpetuadas no cérebro. Para que seu filho armazene as informações recebidas em sala de aula, será necessário encaixar no cotidiano dele o hábito do estudo, rever o que foi aprendido em sala de aula, fazer ou refazer alguma atividade relacionada ao que foi aprendido.

A dica que tenho para seu filho é que em algum momento do dia seja inserido o estudo. Para facilitar tente estimular o aprendizado do seu filho com alguma atividade da escola que seja no computador ou até vídeo aulas, já que ele possui o gosto por televisão. Em algumas emissoras da TV encontramos explicações sobre temas que ensinam nas escolas, de acordo com a idade do seu filho. Outra estratégia seria iniciar o hábito de estudo aos poucos, começando com dez minutos ao dia e depois aumentando. Sei que será difícil mudar o cotidiano do seu filho, mas pense, não será impossível.

O que devemos nos preocupar é que só armazenamos o que é significativo para nós e se seu filho continuar assistindo TV o tempo todo seu cérebro armazenará somente os momentos de recebimento das informações significativas para ele, que nesse caso estarão na TV.

Um abraço,

Vanessa Mara - Psicopedagoga

Férias: tempo de brincar!

Nas férias muitos pais não sabem o que fazer com os filhos e a alternativa acaba sendo, muitas vezes, a televisão ou o computador. Foi pensando nisso que procurei pela internet algumas opções de brincadeiras criativas e dinâmicas para esse verão. A Revista Pais & Filhos fez um apanhado de vinte brincadeiras bem legais e divertidas e explica detalhadamente cada uma delas. Dentre as várias opções está a tradicional brincadeira da "Boca do Forno", o passo-a-passo de um chocalho e um ótimo programa familiar: o piquenique. Aproveito para deixar uma dica: acampar no quintal de casa pode ser bem divertido. Vale a pena conferir!

Clique aqui para saber mais

Por Renata Gonçalves

Novo Game da Reforma Ortográfica

Clique na imagem para jogar

A FMU (Faculdade Metropolitana Unidas), em parceria com a Retoque Comunicação e o LivroClip, apresenta o Game da Reforma Ortográfica, uma maneira interativa e divertida de aprender mais sobre as novas regras da língua portuguesa.

Confira o game e aproveite para conhecer mais sobre as alterações da reforma ortográfica.

Além do game você poderá baixar gratuitamente o Guia Ortográfico.

Dicas que ajudam a previnir os problemas de fala




Continuando o post sobre alterações na fala da criança, selecionamos algumas orientações e brincadeiras que ajudam a previnir esses problemas:

- Evitar o uso de chupetas e mamadeiras. Esses materiais prejudicam a dentição e a musculatura da boca.

- Dar preferência aos alimentos de consistência mais dura . A mastigação dos alimentos sólidos fortalece e ajuda a desenvolver a musculatura envolvida na fala.

- Dar atenção para a criança e conversar com ela sempre de frente e na altura dela. Procure utilizar uma linguagem adequada.

- Evitar falar com a criança de modo infantilizado.

- Não imitar ou achar graça da maneira como a criança fala.

- Fazer brincadeiras que estimulem a linguagem oral: estórias infantis, músicas, trava-línguas, charadinha, rimas e parlendas.

- Aproveitar as atividades do dia a dia para nomear objetos, alimentos, transportes, cores, partes do corpo etc.

- Brincar de imitar o barulho dos animais

- Fazer brincadeiras que utilizem o sopro: bolinha de sabão, apitos, catavento, sopra-bolinhas (ensinaremos como fazer um em breve) etc.

- Brincar de "Macaco Disse", imitando várias posições com a língua: fora, dentro, p/ cima, p/ baixo.

- Estalar a língua imitando o andar de um cavalinho : "tloc... tloc...tloc..."

- Vibrar os lábios, imitando o barulho de um carro (pode mostrar o desenho do carro).

Essas são algumas dicas para ajudar a criança a conhecer melhor o seu corpo e os sons que ela pode produzir.

Leia também:

Meu filho fala errado. O que eu faço?
Estimulando a fala do seu filho

Meu filho fala errado. O que eu faço?

"Eu quelo um saco de picoca"

A maioria das crianças ensaiam as primeiras palavras até mesmo antes de completarem o primeiro ano de idade. Quando descobrem que podem brincar com os "barulhinhos" que saem da boca, os bebês começam a combinar sons para formar sílabas, depois dissílabas e assim por diante.

Por volta de 1 ano já é esperado que a criança produza algumas palavrinhas familiares como mamãe, papai, vovô e vovó. Aproximadamente aos 2 anos combinam duas palavras, como por exemplo: "este aqui", "quer água". Aos 3 anos e meio já são capazes de formar frases com mais de três palavras e de narrar fatos que aconteceram com elas. Nesta idade elas possuem um vocabulário com mais de 1.000 palavras, que é ampliado de modo bem acelerado.

Alguns sons são mais fáceis da criança falar como o "p", "m", "f", portanto são os primeiros que ela aprende. Mais tarde, por volta dos 4 anos de idade, elas irão adquirir os fonemas mais difícieis de serem produzidos, como o "lh" e o "r" por exemplo.

Mas nem sempre a aquisição desses fonemas acontece de modo esperado e a criança começa a apresentar algumas dificuldades nesse processo. Hora elas podem simplesmente omití-los , hora podem substituí-los ou distorcê-los.

As distorções frequentemente estão associadas à outras alterações, que podem estar presentes em qualquer órgão que faça parte da produção da fala: dentes, língua, bochechas, palato (céu-da-boca). É o caso das crianças que têm o freio da língua muito curto ou que têm a musculatura da língua flácida.

As substituições sistemáticas de alguns fonemas por outros pode revelar uma dificuldade da criança em aprender ou mesmo de entender os sons da fala . Com isso, a criança acaba inventando a sua própria maneira de falar, na tentativa de aproximar sua fala com a do adulto. Isso pode ser visto claramente nos exemplos abaixo:


[fou chocar póla com meu irmão]
"Vou jogar bola com meu irmão".

[ aí eu fi o jacalé a faca u poti e a alãnha]
"Aí eu vi o jacaré, a vaca, o bode e a aranha".

Se seu filho apresenta algum problema na fala, o mais aconselhável é procurar a ajuda de um fonoaudiólogo. Ele poderá passar todas as orientações à respeito e realizará uma série de avaliações para verificar a possível causa dessa dificuldade. Se a criança tiver na escolinha é bem provável que os professores percebam essa alteração e chamem os pais para uma conversa a fim de fazer um encaminhamento. O pediatra da criança também pode fornecer algumas orientações e indicar um profissional da sua confiança.

Num próximo post passaremos algumas orientações e brincadeiras que ajudam a prevenir o aparecimento de alterações na fala.

Até logo!

Leia também:

Crianças de hoje: independência ou falta de limites?


Hoje percebemos a enorme dificuldade que os pais encontram para impor limites a seus filhos, muitos com medo de que eles desenvolvam algum ‘problema’ psíquico por isso. Mas autoridade é diferente de autoritarismo, colocar limite é diferente de espancar e respeito é diferente de medo. Nada em excesso faz bem. Ou seja, os pais não podem deixar de colocar limites a seus filhos e permitir que os pequeninos mandem em casa, o que acontece muitas vezes quando os papéis se invertem. As crianças devem aprender desde cedo o que é certo, o que é errado, a importância de respeitar aos pais e saber exatamente qual é o seu lugar. Se isso não acontece, aí sim, virão problemas dos mais variados. A falta de limites impede que a criança saiba qual é o seu lugar no mundo e nas relações, o que a deixa perdida, sem referências e com enorme dificuldade de obedecer a regras e normas sociais.

Segundo reportagem publicada na revista Viver Mente e Cérebro, os filhos aprenderam a dominar a arte de selecionar, negociar e até recusar as tarefas dadas por seus pais. Esse crescimento na ‘autonomia’ pessoal dentro de casa nas últimas décadas pode ser o resultado da diminuição das oportunidades para participar de atividades fora de casa, de acordo com a pesquisadora americana Markella Rutherford do Wellesley College, nos Estados Unidos. Ela analisou edições antigas da popular revista americana Parents e mapeou como o retrato da autoridade dos pais e da autonomia dos filhos mudou ao longo do último século. Seu estudo foi publicado online no Springer’s Journal Qualitative Sociology.

De acordo com a matéria, adultos encontram uma difícil tarefa quando tentam equilibrar a própria autoridade com independência para os pequenos, tentando ser o tipo de pais que consideram mais correto, com base em inúmeras fontes de informação, como publicações, opiniões de família, amigos, médicos, professores e especialistas. Rutherford pesquisou como o aumento da importância do individualismo na cultura ocidental transparece na educação. Esse é um fato importante a ser considerado, já que as crianças que crescem num ambiente individualista dificilmente serão cooperativas e solidárias.


O estudo demonstrou que enquanto os artigos da revista mostraram uma grande autonomia infantil em algumas áreas, também revela que as crianças se tornaram mais confinadas em outras. Em vez de um crescimento na autonomia, ela descobriu evidências de um conflito histórico: enquanto os filhos parecem ter conquistado mais liberdade em ambientes privados de suas casas, perderam muito de sua autonomia quando estão longe dos pais.

Temos que pensar que a autonomia e uma certa independência são fundamentais para o desenvolvimento da criança, mas nunca sem LIMITES!


Thaís Gonçalves Silva
Psicóloga Clínica

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Acordo Ortográfico

Conheça as novas regras


Estamos tentando nos adaptar às novas regras ortográficas depois de feito o novo acordo que tenta unificar a escrita e aproximar os países que utilizam o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. Todos têm até o dia 31 de dezembro de 2012 para estarem acostumados com as mudanças!


Na tentativa de ajudar no esclarescimento de algumas dúvidas, encontramos um quadro que explica de modo simples e objetivo algumas regras do novo acordo ortográfico.



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Seu filho tira notas ruins simplesmente porque não estuda? Será que ele não estuda porque, por mais que se esforce, não consegue se dar bem?

No processo de aquisição de conhecimentos vários aspectos são fundamentais para que se efetue a aprendizagem. Imagine que seu filho nunca conseguiu marcar um gol no futebol. Pense que saber jogar futebol é uma coisa normal, prática a qual todos os meninos da idade dele podem desempenhar com sucesso. Coloque agora essa ação como uma obrigação que deve acontecer todos os dias. Dar-se aí então o nosso problema! Ao pensar em tudo isso, que vocês: pais, professores e envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de uma criança devem estimular o desejo de aprender.
Para contribuir na vida escolar de seus filhos e alunos, aqui vão algumas dicas:
  • A princípio é importante ressaltar que o ato de estudar requer muita disciplina e o domínio de algumas técnicas. Quais seriam estas técnicas “milagrosas”, que poderiam impedir que os pais enlouquecessem na “hora dos deveres de casa”?
  • O primeiro ponto a ser analisado pelos pais seria o ambiente de estudo em casa, ele deve ser o mais silencioso possível, com o mínimo de objetos e outras distrações visuais que possam desviar a atenção da criança. Deve-se considerar ainda as distrações internas, pensamentos, estes são mais difíceis de ser inibidos, mas quando quem ensina foca as atividades que foram propostas e mostra a criança a funcionalidade de cada uma, o “fazer” toma um novo sentido para o intelecto.
  • Outro ponto de suma importância é envolver as crianças nas decisões sobre o dever de casa, lembre-se que nós possuímos limitações e principalmente na fase inicial da aprendizagem (alfabetização), tudo é novo, portanto quem deve fazer a atividade é a criança e não os pais. É muito comum, os pais perderem a paciência e resolverem algumas atividades do dever de casa, além de limitar o que o seu filho pode aprender, você pode inibir a criatividade. Discuta com seu filho as atividades que foram propostas pela professora, respeite a opinião dele, e se o que foi proposto por ele, acarretar na escolha errada mostre as ações corretas.
  • Uma estratégia interessante a ser adotada pelos pais na hora do dever de casa é alternar as tarefas que a criança gosta com as que menos gosta, assim em todo o momento de atividade não será visível para a criança o cansaço.
  • Respeite os limites de concentração da criança, ela produzirá mais quando você permitir períodos de apenas 10 minutos de estudo, se este tempo não for suficiente para concluir o dever de casa, alterne as horas dedicadas a este fim, por exemplo, faça parte do dever a noite e a outra parte na manhã. Evite fazer com que seu filho estude mais tempo do que ele consegue assim ele não “detestará” estudar.
  • O estudo não deve competir com outras atividades prazerosas, estudar na hora do desenho favorito, nem pensar! Determine a hora ideal. Se a atividade proposta para casa envolver algum projeto amplo, crie etapas a serem cumpridas diariamente, não permita que uma construção seja feita de última hora.
Enfim, despertar a curiosidade e o interesse para o estudo exige tornar as explicações de cada assunto a ser ensinado, menos “careta” e mais atualizada, demonstrar que tudo que foi proposto pela escola é de fundamental importância para a vida.
Temos que admitir que é possível estimular alguém a estudar e conseqüentemente tirar notas boas.
Por Vanessa Mara Tavares
Psicopedagoga

O seu filho é o que ele come!

Comportamento e alimentação
Os transtornos de comportamento na criança, como a hiperatividade, falta de atenção, agressividade e impulsividade, também tem relação com a alimentação.

De acordo com estudiosos do departamento de química da Universidade de Surrey, Reino Unido, os aditivos, corantes e conservantes que se encontram nos produtos alimentares, causam alterações comportamentais em algumas crianças.

Com o acompanhamento de grupos de crianças, os cientistas descobriram que alguns corantes podem levar a reações adversas após 30 minutos depois de ingerido. Os principais causadores disso seriam os metais tóxicos, como o chumbo e o alumínio, além dos corantes alimentíceos. Dentre as reações observadas está a urticária e o cansaço.

Ao contrário dos laboratórios farmacêuticos, que possuem uma fiscalização rigorosa, os fabricantes de produtos alimentares não são obrigados por lei a realizar testes comprovando a segurança de seus produtos para a saúde.

Sendo assim, é importante que pais e crianças se instruem sobre as comidas que estão consumindo.

Corantes e conservantes tem relação com hipertatividade em crianças
"Aditivos como corantes e conservantes -usados em batatas fritas industrializadas, bebidas e doces - podem causar hiperatividade e acessos de raiva em crianças, sugere um estudo realizado por uma organização britânica."

Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluiu que corantes e conservantes encontrados em alimentos infantis e refrigerantes podem ser relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração em crianças.

O pesquisador responsável pelo estudo, Jim Stevenson, defendeu que algumas misturas de corantes artificiais e benzoato de sódio, um conservante usado em sorvetes e doces, estavam ligadas a um aumento de hiperatividade.

"No entanto, os pais não devem achar que é possível prevenir problemas de hiperatividade completamente apenas retirando esses aditivos da comida", explicou ele. "Sabemos que há muitos outros fatores nessa questão, mas pelo menos este (a ingestão de aditivos) é um que a criança pode evitar."

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

A hiperatividade e o Déficit de atenção caracteriza-se pela manifestação dos sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. E para que seja feito o diagnóstico desse transtorno, a falta de atenção e a hiperatividade devem interferir de forma significativa na vida, no desempenho escolar e no desenvolvimento da criança.
Estima-se que em média 7% das crianças em idade escolar (entre 5 a 10 anos) sofrem algum tipo de desordem de atenção, com sintomas como impulsividade, dificuldade de concentração e atividade excessiva.

Apesar de ser um transtorno com estudos recentes, médicos acreditam que fatores como a genética, o nascimento prematuro, o ambiente e a criação também podem ser associados à hiperatividade.
SHANTALA: uma Arte Tradicional
Massagem para Bebês.

"O famoso médico Leboyer observou na Índia o método milenar de massagem em bebês. Ele fotografou a sequência completa da técnica empregada e escreveu um livro maravilhoso, explicando as imensas vantagens desta massagem específica.


Um gesto de carinho


Fácil de ser aprendida e aplicada, a Shantala fortalece os laços afetivos entre os pais e o bebê. Além disso, acalma a criança, melhora o sono, favorece o desenvolvimento psicomotor e previne as terríveis cólicas.

Cuidados

Alguns cuidados devem ser tomados para fazer a massagem. Não se faz a Shantala em momentos de dor ou desconforto pelo bebê. A pessoa que irá fazer a massagem, deve estar calma e concentrada, pois há trocas de energias.
Para ser ter um resultado satisfatório as massagens devem ser realizadas diariamente, por um prazo máximo de 30 minutos e em crianças com mais de 45 dias de vida. Para deixar o ambiente descontraído e envolvente, pode-se colocar uma música calma e em volume baixo para tocar.
Certifique-se de que não há nenhuma corrente de ar no ambiente, para que o bebê não sinta frio. A Shantala deve ser aplica cerca de 1 hora depois que o bebê foi amamentado, de modo que não esteja com fome e nem de estômago cheio, para evitar regurgitações.

Para finalizar
Ao término de cada sessão da massagem, recomenda-se dar um banho na criança para que se complete o efeito relaxante da Shantala, permitindo que ela tenho um sono profundo e tranquilo.

Passo-a-Passo

O site "Mamãe e Bebê", da Natura, ensina o passo-a-passo da Shantala para o bebê e também para as gestantes. Antes de iniciar, certifique os preparativos!




Seja amigo da sua voz!

Infelizmente os pais e educadores ainda dão pouca importância para os problemas vocais da infância, o que aumenta o índice de crianças com esse tipo de problema nos consultórios médicos e fonoaudiológicos.

Crianças que não param, gritam muito, falam alto e que apresentam uma piora na voz depois de atividades físicas, férias e acampamentos, são fortes candidatas a desenvolver distúrbios vocais.
Essas alterações, que tem como sintoma a rouquidão, são também chamadas por especialistas de disfonia infantil e são mais encontradas em crianças de 5 a 10 anos de idade.

Alguns cuidados devem ser tomados para evitar o surgimento dessas alterações nas crianças:

- Falar devagar, baixo e sem esforço
- Evitar falar em lugares com muito barulho
- Evitar emitar vozes
- Ingerir bastante líquido durante o dia
- Evitar irritações e alergias respiratórias

Se mesmo tomando esses cuidados a criança apresentar problemas vocais, procure imediatamente um especialista para orientá-lo.

Leia mais


HOje, dia 16 de abril, comemora-se o DIA MUNDIAL DA VOZ!

Estimulando a fala de seu filho

Você pode contribuir para que seu filho desenvolva a fala de forma adequada e satisfatória. Confira as nossas dicas!

- Falar corretamente, articulando bem, com bom tom de voz. Lembre-se seu filho ira imitá-lo, por isso seja um bom modelo.

-Nos momentos de maior atenção de seu filho aproveite para conversar com ele, utilizando palavras simples e frases curtas;

- Procure conversar sempre de frente com seu filho na mesma altura dele e nunca repita as palavras incorretas que ele irá falar. Quando isto acontecer não diga a ele que está errada, apenas repita a palavra corretamente no meio de alguma frase, por exemplo.

- Não facilite, nem antecipe a fala da criança, como, por exemplo, não pegue nada, sem que seu filho tenha dito o nome (mesmo que pronuncie de forma incorreta). É preciso deixar oportunidades para que seu filho possa sentir a necessidade de falar.

-Para aumentar o vocabulário da criança aproveite as atividades diárias como o banho, o passeio, a hora de alimentar e outros. Nestas horas é importante que de a função aos objetos, alimentos, brinquedos e partes do corpo.

-Dê algumas ordens que seu filho possa cumprir como, por exemplo: Dá um beijo na mamãe; Dá um tchau pro papai; Pega o carrinho.

- Desenvolva atividades como quebra-cabeças, jogo da memória, desenhos para colorir, contar histórias infantis para desenvolver o raciocínio e criar oportunidades de diálogo.


Quando estiver com seu filho nunca se esqueça dessas palavras:
esperar atençãoescutarconversar - brincar



Confira a matéria abaixo sobre esse assunto




Brincar para ficar inteligente!

"Você pode ajudar a desenvolver a inteligência do seu filho", é o que diz a matéria de Simone Magalhães publicada no site Globo Online.

De acordo com a reportagem, a inteligência é uma habilidade que precisa ser estimulada desdes os primeiros anos para que se desenvolva plenamente. E são os pais, um dos componentes principais para garantir esse desenvolvimento. Para isso não é preciso forçar a criança a fazer nada, o que pode frustá-la e desencorajá-la.

Existem várias atividades que podem ser feitas e que favorecem esse aprendizado de uma forma natural e ao mesmo tempo prazerosa (confira aqui) . Os pais podem explorar os cinco sentidos da garotada utilizando vários recursos como brincadeiras, jogos, músicas, danças e passeios. Dessa forma a criançada explora, observa, experimenta e vivencia valores de cidadania.



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